O que é o ECI: como funciona o jogo de detetives online, passo a passo

O que é o ECI: como funciona o jogo de detetives online, passo a passo

O ECI é um inquérito criminal que se investiga pelo navegador, sozinho ou com até dez pessoas em um quadro compartilhado ao vivo. O que tem dentro de um caso, como se joga e no que difere de um escape room.


Um jogo de detetives não é um jogo de perguntas sobre detetives. É um inquérito aberto e uma noite inteira para decidir quem está mentindo.

ECI é a sigla de Equipo Civil de Investigación — Equipe Civil de Investigação. É uma plataforma onde se abre um caso criminal fictício — depoimentos, laudos periciais, fotos da cena, áudios, mapas e álibis — e se investiga até conseguir apontar o responsável. Roda no navegador, sozinho ou com até dez pessoas, e cada resposta é verificada na hora.

Este texto explica como funciona por dentro: o que tem dentro de um inquérito, para que serve o quadro, quanto tempo leva e no que se parece (e no que não) com um escape room ou um jogo de tabuleiro de mistério.

O que é exatamente um caso do ECI

Um caso é um inquérito digital. Não é um PDF para imprimir, nem um aplicativo para instalar: é um inquérito que se abre no navegador e se explora.

Dentro dele há quatro tipos de material:

  • Depoimentos. Declarações das pessoas envolvidas. Alguns são verdadeiros, alguns são incompletos e alguns são mentira deliberada. Distinguir uns dos outros é metade do trabalho.
  • Evidência física. Fotos da cena, objetos, documentos, capturas de tela, áudios e vídeos. São examinados com ferramentas periciais: decifrar códigos, comparar impressões digitais, verificar se um álibi fecha com os horários.
  • Contexto. Mapas, linhas do tempo, vínculos entre as pessoas. O que um investigador de verdade teria sobre a mesa.
  • Objetivos. As perguntas que o caso pede para responder. Cada uma é analisada e verificada na hora, então ninguém passa duas horas acusando a pessoa errada sem perceber.

Nada disso vem organizado para você. O inquérito chega como chega um inquérito real: completo e bagunçado.

O quadro é metade do jogo

O que separa o ECI de ler um documento é o quadro.

É a parede de uma delegacia, em versão digital: você arrasta pessoas, pistas, lugares e horários e conecta tudo com linhas. Uma hipótese deixa de ser uma ideia na cabeça de alguém e passa a ser algo que os outros podem olhar e contestar.

E ele é sincronizado ao vivo. Compartilhando o link, até dez pessoas trabalham no mesmo quadro a partir das próprias telas: se alguém move uma pista, você vê ela se mover. Não há turnos, ninguém espera. São várias pessoas revirando documentos diferentes ao mesmo tempo e avisando o que encontram.

É por isso que funciona igualmente bem com todo mundo em volta de uma mesa e com metade do grupo em outra cidade.

Como se joga, em três passos

  1. Escolha um caso. Eles têm dificuldades diferentes. Incendio digital é o caso #ECI-001 e é por onde convém começar.
  2. Abra o inquérito e compartilhe o link. Cada pessoa entra pelo próprio dispositivo. Não se instala nada.
  3. Completem os objetivos. Investiguem, montem o quadro, respondam. O sistema verifica cada resposta na hora do envio.

Não há relógio correndo. Um caso leva entre duas e três horas, mas dá para pausar e retomar outro dia: o quadro fica exatamente como vocês deixaram.

No que se diferencia de um escape room ou de um jogo de tabuleiro

As três coisas se parecem de longe e são experiências diferentes de perto.

Escape roomJogo de tabuleiro de mistérioUm caso do ECI
O que se fazResolver enigmas para sairSeguir um roteiro, por turnosInvestigar material e tirar conclusões
O relógioCorre e pressionaDepende do jogoNão existe
Quem agePor turnos ou em levasPor turnosTodos ao mesmo tempo
A distânciaQuase nuncaDifícilSim, é o caso normal
Se travarUma dica do operadorReler o manualO inquérito tem mais material do que você precisa
O que fica depoisA foto na saídaA caixa guardadaA discussão sobre quem suspeitava de quem

A diferença de fundo: um escape room te dá enigmas e um caso do ECI te dá informação contraditória. Um enigma tem uma resposta esperando ser descoberta; um inquérito tem várias versões do mesmo acontecimento, e é preciso decidir em qual acreditar.

Para quem funciona

  • Em casal, como plano de sexta ou sábado que não é maratonar uma série. Tem um guia de planos para dois com mais detalhes.
  • Com amigos, para quando todo mundo quer se juntar e ninguém tem a desculpa. Duas ou três horas com algo para discutir.
  • A distância, que é onde a diferença mais aparece: não é uma videochamada com um jogo ao fundo, é trabalho compartilhado.
  • Em times de trabalho, porque obriga a coordenar sem hierarquia: ganha o time que se escuta. Está montado em atividades de team building.
  • Como presente, porque é 100% digital: chega na hora, sem envio. Está em presente original.

O que você precisa para começar

Um navegador. Só isso.

Sem downloads, sem aplicativo, sem entrega para esperar. Há um caso completo, gratuito, para testar o formato inteiro antes de decidir se quer outro: não é uma demo de dez minutos, é um caso com seu inquérito e seus objetivos.

Se gostar, Incendio digital é o próximo passo, e La Cripto Estafa está a caminho.

Perguntas frequentes

Dá para jogar sozinho?

Dá. O caso é o mesmo; o que muda é que você não tem com quem discutir as hipóteses, e isso é boa parte da graça. Se for a primeira vez, jogue sozinho para entender o formato e depois convide alguém.

Quantas pessoas podem jogar ao mesmo tempo?

Até dez no mesmo quadro. Acima de seis, vale dividir por seções do inquérito, senão um atrapalha o outro.

Preciso entender de investigação criminal?

Não. Tudo o que você precisa está dentro do caso. As ferramentas periciais funcionam apertando um botão, não configurando nada.

E se a gente travar?

Acontece, e faz parte do jogo. O inquérito sempre tem mais material do que o estritamente necessário: se um caminho não leva a lugar nenhum, tem outro que leva. Voltar aos depoimentos e procurar a contradição costuma destravar.

Dá para pausar?

Dá. O quadro fica salvo exatamente como vocês deixaram. Um caso dividido em duas noites funciona bem.

Os casos são reais?

Não. São ficções. Qualquer semelhança com a realidade é coincidência.


A pergunta que todo caso acaba fazendo não é "quem foi?", e sim "por que você acreditou naquela pessoa?". Essa conversa é o produto. O inquérito é a desculpa.

Comece pelo caso gratuito e veja quanto tempo leva até a primeira discussão.

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